deatrancoso
  • abertura

    a MÚSICA vai de uma alma à outra.
    (HEITOR VILLA-LOBOS)
  • dedicatória

    dedicado a rubens espíndola, meu primeiro violonista, que me dizia, lá no começo de tudo: - shshshsh, déa, shshsh, escuta... e eu iniciei a interminável aventura de escutar! grata, rubão, pelo começo de tudo...
  • Serendipity, por Egberto Gismonti

    Déa, querida, SERENDIPITY aparenta depoimento da alma. Tenho de ouvir mais vezes, muitas, até entender as letras que, se ordenadas em lista, parecem uma carta longa ao seu destino. Qual destino?

    De certa forma, esse CD parece mesmo continuação do TUM TUM TUM. Lá a região, a geografia, a trilha em espiral te representa melhor que foto em movimento. Aqui, a região e a geografia da sua alma fazem a trilha que as letras das músicas apontam. São tantos estilos, gostos e vontades!

    Autoral, do autor, "daquele que inventa ou é causa primeira de uma coisa". Vou percebendo a simplicidade que você propõe a cada faixa. É quase um solo de alguns. Sua alma tem muitos estilos, heterônimos, cantoras, vozes graves, médias e agudas. Tenho de continuar ouvindo mais vezes até...

    Me faz um bem danado saber que você segue expondo sua decisão e vontade; me faz feliz sentir nas músicas a sua voz casada com a MÚSICA que te achou e adotou. Antes você "adotava ELA", como fez no TUM TUM TUM, no Violeiro e a Cantora, e outros. ELA te achou; agora é você a responsável em GUARDÁ-LA bonita como ela se deu a você. Às vezes ELA se dá pra que a gente se descubra e se qualifique. Às vezes a gente não gosta muito do que ELA nos apontou, é assim mesmo que é. Sabe fé? Sabe reverência? Medo não, dúvida sim. Tenho de continuar ouvindo...

    Acho que mamãe diria pra tia Hebe: "Hebe, tá tudo ótimo, mas a Gismontiana 2 é uma beleza, né?". Você valseada virou Carmense, quase Além Paraibense. Você deve ter passado um tempo perto do rio Paquequer, afluente do rio Paraíba do Sul, quem sabe? Sua valsa é uma beleza e agradeço muito.

    A capa vai ser a que recebi? Ainda não decifrei sua expressão nesta foto. Tenho de continuar... A turma toda é muito bacana. Seus amigos devotos. Gosto de alguns finais que não resolvem; quase que avisam "acabô...".

    SERENDIPITY é depoimento descarado, escancarado da sua alma. Ela muda conforme seu coração manda, sua noite sonha, seu dia passa. Menina, sua caminhada interior é tranquila e bonita demais. Imaginei uma meia-água no meio do seu mundão, uma rede e você lá olhando a chuva passar, o sol, a queimada, o céu, a melodia, o sabor que aquece. Imaginei que SERENDIPITY é sua melhor foto atual. Muitos parabéns, saudade, Egberto.

    PS: agora viajo para Barra Mansa e volto amanhã depois do almoço. Depois te conto se SERENDIPITY resistiu à estrada no interior do estado do Rio.

    EGBERTO GISMONTI
  • serendipity, por déa trancoso

    SERENDIPITY. faculdade de fazer inesperadas e afortunadas descobertas. SERENDIPITY. escolhas felizes por acaso. relendo tutaméia, de JOÃO GUIMARÃES ROSA, me deparei com essa palavra e ela me encantou.

    não bastasse tudo que a MÚSICA tem me dado no seu ofertório infinito de presentes, agora estou experimentando compor. quando dei por mim, já estava em carícias musicais comigo mesma e com BADI ASSAD, CHICO CÉSAR, ROGÉRIO DELAYON e até com ADRIANO BATISTA ROCHA, meu avô materno que faleceu quando eu tinha apenas 11 anos.

    bonitas parcerias nunca sequer imaginadas...

    DONA MÚSICA me deu mais do que eu sonhei lá no sertão do sertão onde nasci. ela é o caminho que eu trilhava sem saber; a minha verdade. acredito que todo ser que a terra sustenta tenha uma verdade e essa verdade é o seu céu interior.

    no fundo do meu céu mora a MÚSICA. a MÚSICA vibra deus em mim. com ELA, convivo com o sagrado, me revelo a mim mesma, me salvo de mim mesma. com ELA, faço coisas, estou no mundo: amo, vivo, volto à casa do pai. ELA se dá a mim e eu a recebo, ouço, intuo, entôo, componho, partilho, sinto, me enlevo, reverencio... aí, viramos espírito e sumimos no ar!

    acolher e cultivar a amizade que a MÚSICA me dedica é eterna surpresa, profunda gratidão, imodesta alegria; é felicíssimo cotidiano... ganhar de DONA MÚSICA a permissão para dar melodia, voz e palavra ao pequenino bocado que me cabe é e sempre será afortunadamente SERENDIPITY!
  • pelo mundo afora

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  • serendipity, por déa trancoso

    esse disco foi gravado no desafio do “agora!”, no pulso do “valendo!”. nele, eu estou nua com a minha música, minha poesia e minha voz meio cruas/meio leelas, muito vivas e bem confessionais.

    chamei ROGÉRIO DELAYON para produzir junto comigo (e arranjar) porque quis a condução feita a partir das cordas de aço e que a elas se juntassem as cordas saborosas do ukelele, as cordas risonhas do banjo e as misteriosas cordas do sitar.

    a maioria das canções estava pronta há quase 10 anos, como é o caso de "meu colo, tua casa", que fiz quando meu filho FRANCISCO nasceu e em 2009 ganhou melodia de BADI ASSAD, que arranjou, tocou violão e cantou, numa participação pra lá de especial, e "água serenada", um mote de meu avô ADRIANO BATISTA ROCHA, falecido há mais de 30 anos, achado pela minha mãe nas memórias da família, que transformei em letra e musiquei emocionada durante as gravações.

    agradeço do fundo do meu coração a ROGÉRIO DELAYON que topou essa aventura, presenteando SERENDIPITY com sua musicalidade cheia de ricos caminhos e suas sublimes mãos...
  • déa trancoso

    Cantora, compositora e gestora cultural, forjada no seio do Vale do Jequitinhonha, sua terra natal, uma das mais ricas regiões brasileiras em cultura popular. Benzida em folia de reis, íntima do catimbó, do congado, dos bois de janeiro, do beira-mar (do folclore cotidiano que ainda compõe o retrato de nossas pequenas comunidades), Déa se dedica, desde cedo, a mostrar o Brasil para os brasileiros e para o mundo.

    Em sua estréia profissional, no show "Cantos Escolhidos", realizado no Teatro da Cidade, em Belo Horizonte/MG/1994, com arranjos e violão de Sérgio Santos, foi dirigida por Maurício Tizumba.

    Em 2006, lançou, por seu selo próprio, TUM TUM TUM Discos, o cd TUM TUM TUM, que registra longa pesquisa com a cultura popular brasileira, especialmente com a região do Vale do Jequitinhonha. O disco recebeu quatro indicações ao Prêmio de Música Brasileira 2007, concorrendo com grandes nomes da MPB: Maria Bethânia, Chico Buarque, Alceu Valença, Antônio Nóbrega, Margareth Menezes e Daniela Mercury. Em 2010, TUM TUM TUM foi relançado através de uma parceria entre o TUM TUM TUM Discos e a gravadora Biscoito Fino, com distribuição nacional e internacional.

    Em 2008, abriu o show do percussionista Naná Vasconcelos no projeto FESTA DA MÚSICA/BH e fez sua segunda turnê pela Europa (Itália, França e Portugal), integrando o grupo de artistas mineiros que representou o estado na SEMANA DE MINAS GERAIS EM TURIM (Itália). Em 2009, viajou por seis cidades brasileiras pelo CCBB Itinerante, abrindo o show do multiinstrumentista Egberto Gismonti, no Teatro Alberto Maranhão, em Natal/RN, e mediando debates com as presenças de mestres da cultura popular brasileira: Ariano Suassuna, Dércio Marques, Pena Branca, Humberto de Maracanã, Lira Marques, Dona Onete, entre outros.

    Participa das coletâneas "CHILL BRASIL 5", com 32 cantoras da MPB (Céu, Mônica Salmaso, Roberta Sá, Mart'nália, Tereza Cristina), a convite de Charles Gavin, e "CHILL'N'BOSSA", ao lado de nomes como Tom Jobim, João Gilberto, Milton Nascimento, Tito Madi, Luis melodia, entre outros, pela Warner Music, lançadas no Brasil, Europa, Japão e EUA. Participa também da coletânea BRASILEIRÍSSIMA/Rádio Inconfidência, ao lado dos nomes mais importantes da cena musical mineira. É parceira de Cláudio Nucci, Badi Assad, Chico César, Sérgio Santos, André Mehmari, Ceumar e André Siqueira.

    Em 2011, finaliza dois discos pelo selo TUM TUM TUM Discos: "SERENDIPITY", seu primeiro trabalho autoral, que traz parcerias com Badi Assad, Chico César e Rogério Delayon, e "FLOR DO JEQUI - Déa Trancoso convida Paulo Belinatti", no qual convida o violonista para um passeio pela cultura popular do Vale do Jequitinhonha.

    Integrantes:
    BANDAS DÉA TRANCOSO/SHOW SERENDIPITY
    Déa Trancoso
    Rogério Delayon (violão aço, bandolim, ukelele)
    Felipe José (violoncelo)
    Paula Pi (rabeca, violino, viola de arco, dança)


    Downloads: Mapa do Palco Rider

    Telefone: 31 9733-7725
    E-mail: deatrancoso@gmail.com

    Origem: Almenara - mg (Brasil)

    Residência: Belo Horizonte - mg (Brasil)

    Estilo
    autoral, cultura popular, música do brasil

    Redes Sociais

  • cd serendipity . lançamento

  • Serendipity, por Tavinho Moura

    Um dia na minha casa

    Só vou até onde posso.
    O que aconteceu naquele dia foi que a prateleira estava cheia.
    Mãos de dedos fortes contavam as mais belas estórias, muitas.
    Palavras de amor caíam dos bolsos.
    Mineira, Déa não se deixa passar por gracejos,
    vive sob preceitos sertanejos,
    e estava plena em sua inventividade.
    O verso fez a poeta,
    a música, a compositora.
    As cordas de aço de um violão antigo - SERENDIPITY.
    A dança das estrelas no Caminho de São Tiago - Tutaméia.
    Estava aberto o baú das descobertas afortunadas.

    TAVINHO MOURA
  • serendipity, por kristoff silva

    As conversas com Déa são travessias de equilibrista, passagens em que um precisa da velocidade exata que permite fluir, até menear, mas não titubear. Enfim, seguir as onhas de um Jequi que nunca saiu dela. Foram, antes dos sons, as palavras de Déa que, aos meus ouvidos, traziam o recado misterioso sobre nosso amor fraternal.

    Então veio Tum Tum Tum, caminho de terra que trilhamos lado a lado em sempre boa companhia de outros músicos que participaram do disco. Eu pude beber a água da fonte na concha da mão, conhecer tesouros do Brasil pela via do som, privilégio imenso de poder me sentir íntimo de coisas que só conheci por meio desse encontro com minha irmã Déa. E D. Música lá, abençoando...

    Quando hoje eu ouço as letras intensas, delicadas e bem resolvidas de Déa penso nas nossas conversas, atravesso cada canção de Serendipity como em um fio suspenso: vertigem a cada verso, cada solução poética que me dissolve e às quais vou me entregando, embalado por melodias que ecoam loas e trovas que ela me fez conhecer em seu primeiro CD. Se neste o tambor centenário de Djalma Corrêa canta "O filho da folha", em Serendipty, Déa abre os trabalhos com uma canção em parceria com o avô! Todo o disco se nutre daquela água que corre serena e murmura melodias ancestrais.

    Déa, me sento à beira do seu caminho, para recordar as “maravilhas do sol posto” ecoando na sua passagem.
  • movimento

  • ficha técnica cd

    DÉA TRANCOSO direção artística e musical

    produzido por DÉA TRANCOSO & ROGÉRIO DELAYON
    arranjado por ROGÉRIO DELAYON

    gravado por LEO LACHINI
    estúdio máquina, belo horizonte

    mixado por CARLOS DE ANDRADE (CARLÃO)
    masterizado por RICARDO DIAS
    estúdio vison digital, rio de janeiro

    voz e violão BADI ASSAD gravados por PAULO LE PETIT
    estúdio outra margem, são paulo

    harmonizações por ROGÉRIO DELAYON, exceto "água serenada" e "rapsani" (DÉA TRANCOSO), "gismontiana 2" (JUAREZ MOREIRA), "bordado" (CHICO CÉSAR) e "meu colo, tua casa" (BADI ASSAD)

    arranjos de "corpo" por ROGÉRIO DELAYON, DÉA TRANCOSO e GABRIEL GUEDES, "rapsani" por DÉA TRANCOSO, "gismontiana 2" por JUAREZ MOREIRA

    FIGURINO
    acervo pessoal
    ALESSANDRA FRATUS
    fotografia
    DÉA TRANCOSO & RICARDO MARQUES
    identidade visual & conceito gráfico
    RICARDO MARQUES
    projeto e produção gráfica
    GRÁFICA FORMATO
    impressão caderno wire-ô


    uma realização tum tum tum discos
    marcelo oliveira direção geral
    déa trancoso direção artística
    ricardo marques coordenador de produção
  • Serendipity, por ouvintes

    "Que beleza é SERENDIPITY. Um verdadeiro bálsamo para todos os sentidos. Lindíssimo!!! Tocou a minha alma, o meu coração e a minha vontade de cantar!"
    NÁ OZZETTI, SÃO PAULO/SP

    "Que alegria e que honra dar o "start" na divulgacao deste seu SERENDIPITY! Adorei a sonoridade, as cordas precisas do Delayon, as parcerias e o seu jeito novo de cantar, antecipado nos versos guardados de seu avô... Que ele ganhe a estrada espalhando sua música interior pelo mundo! Viva Déa Trancoso, viva a nobreza do Vale, viva Guimaraes! Porque é da musica dos acasos felizes que o mundo precisa!"
    DANIELLA ZUPO, BELO HORIZONTE/MG

    "Ouvindo Déa Trancoso cantar, tenho a sensação de que ela guarda um mundo interior intacto, preservado em meio aos apelos do mundo externo e, ao mesmo tempo, tocado por ele. SERENDIPITY tem uma harmonia deliciosa. Até parece que ela sentou com violeiros para ver o pôr-do-sol e num rompante compôs toda a obra. simplesmente... até o raiar do dia. Salve!!!".
    SUYLAN MIDLEJ, BRASÍLIA/DF

    SERENDIPITY é um raro disco, de uma artista ciente do seu ofício e avessa a concessões. Fiquei extasiado após ouvi-lo. Por um breve momento, tive a sensação que seria tragado pelo universo. A voz misteriosa e profunda de Déa, os violões, as violas e as guitarras de Rogério Delayon desenham um plasma sonoro que só encontro similaridade no Mistério e nos claros e escuros da pintura de Rembrandt. É uma equação lindíssima... É um jato de luz sobre a canção brasileira... Ao mesmo tempo em que se trata de um disco profundo e denso, nos sugere imagens de ideias extremamente simples. São tão intensas as descobertas, que seria por demais complicado sintetizá-las em uma opinião.
    GONZAGA LEAL, RECIFE/PE

    Foi com encantamento de menino que SERENDIPITY chegou até mim. Tranquilo, devagarzinho, mas com a força de um abraço cheio de afeto, memória e sentimento. E é tão bonito te ouvir assim, artesã da música brasileira, bordando ou esculpindo canções com devoção e maestria, artesania de santinho que a gente crê com os ouvidos, com a alma e que, por isso mesmo, transcende.
    ALBERTO JÚNIOR, SÃO LUIS DO MARANHÃO

    Déa Trancoso tem estas surpresas pra gente. Ao ouvir as músicas de SERENDIPITY, me veio a lembrança de um Brasil que estava guardado na minha memória. Um Brasil que quase não se vê mais. Onde a música é feita para ser ouvida em comunhão com o divino e tudo o que ele emana.Obrigado minha amiga... Os arranjos estão maravilhosos e ouvir o Kristoff Silva cantando uma música linda daquela não é pra qualquer um não. A música OFERENDA parece que foi feita para nós aqui do Jequitinhonha. Mesmo distantes de um mar, as montanhas nos fizeram oceânicos (sem precisar sair de Minas) e com certeza Yemanjá acolhe a sua oferenda da mesma forma que nós acolhemos esse belíssimo trabalho. Já quero saber quando é que fica pronto essa belezura, para que possamos fazer crescer a esperança nos corações mais áridos, pois sua voz é como chuva que traz fartura e molha a terra até então desconhecida por muitos. Minha trilha sonora com certeza tem você, que já faz parte da minha história. Obrigado e parabéns por fazer correr água dos meus olhos e me fazer arrepiar como na época em que na minha infância eu ouvia o canto do meu povo sem nenhuma pretensão. Apenas com a intenção de ser feliz e mais nada... Viva Déa Trancoso, nossa flor do jequi...
    LUCIANO SILVEIRA, ARAÇUAÍ/VALE DO JEQUI/MG

    Querida Déa! Que maravilha! Fiquei bastante emocionada e as palavras sumiram... Ainda estou sentindo... Beijo e sucesso! Que esse cd chegue logo e que tenha vida longa e lhe traga muitas alegrias!
    SELMMA CARVALHO, BELO HORIZONTE/MG

    Fui escutando e a minha alma foi se descortinando, derretendo, amaciando, com as mensagens profundas em contraponto à singeleza das cordas. Encantada, surpresa e apaixonada por Serendipity...
    ANA CRISTINA, BELO HORIZONTE/MG

    Ouvi as canções... Poucas vezes tanta leveza gritou tão alto, forte e profundo em minha alma... Vai, mulé, encantar o mundo... Beijo.
    SÉRGIO MOREIRA, BELO HORIZONTE/MG

    Bella Déa, linda e amada, serenada. Tanta saudade, tanto amor. Tanta beleza, agua e flores, cores, melodias. Gracias por este regalo de sua voz. Que lindas suas composiciones, que mar de musica y poesía. Aqui estoy disfrutando este regalo y mandandolo a mi madre que adora tanto tu trabajo para que ella tambien lo disfrute. Beijos!!!
    TITA PARRA, SANTIAGO DO CHILE
  • oportunidades